“Segure minha mão e me prometa que será meu para sempre.”
É tudo o que peço, é o que imploro, o que sussurro à noite antes de dormir. Fique comigo novamente, é o que ressoa em minha mente toda vez que o vejo. Chegue mais perto, é o que sinto quando se aproxima. Em meus sonhos, onde o encontro no nosso paraíso particular, finalmente damos as mãos e caminhamos até as dobras do infinito. O universo se abre, o mundo padece e as estrelas caem sobre a Terra, decretando o fim do mundo. Faltando um minuto para esse fim, minha alma se alinha à sua e, finalmente, se sente completa novamente.
Eu nasci para morrer e, toda sexta-feira, me lembro disso. Todos nós sabíamos que acabaria assim. Somos o show final. Por favor, não me faça sorrir, não olhe assim para mim. Eu nasci para sofrer e nosso amor é a prova disso. O espaço se torna pequeno perto do seu sorriso; as estrelas perdem o brilho comparadas ao vermelho dos seus olhos. O sol não aquece como seu abraço. Nada se compara a você.
Meia-noite. Os sinos tocam e a estrada se ilumina com os faróis do carro. Taylor Swift toca no rádio e a noite se torna nossa. Damos voltas e voltas e não chegamos a lugar algum, pois meu destino favorito é sua boca. Você tem aqueles olhos de sonhador, estilo James Dean. Seus lábios cor-de-rosa são minha cor favorita. Nos encaramos e escuto você dizer que todos os caminhos levam a Roma. Logo penso: então é só questão de tempo para nosso amor acabar. Peço a Zeus: “Deixe-me amá-lo novamente, por favor!”
Aquela noite ainda se repete em minha cabeça: seus cabelos entre meus dedos, o abraço, os beijos. Ainda uso aquele cardigan velho e, nesta camisa, eu posso ser você. Cada canto da cidade me lembra você; aquela rua deserta ainda é meu lugar favorito; aquela cidadezinha onde nem moro mais ainda carrega nossa memória. Fecho os olhos e lembro da primeira vez que o vi. É como se eu pudesse voltar à noite em que o conheci. Seu olhar encontrou o meu; seu cabelo loiro dançava contra o vento e, ao mesmo tempo, pousava em sua testa. Perdi-me em seus olhos e aquilo me hipnotizou.
Você tem minha devoção. Mas, cara, eu posso odiá-lo às vezes. Eu o odeio por não conseguir odiá-lo; afastei-me porque não consigo ficar perto de você; aproximo-me porque também não sei ficar longe. Sou apenas um poeta torturado, tentando encontrar palavras que descrevam o que sinto por você. Mas, em todas as minhas poesias, não encontro nenhuma palavra, em nenhum alfabeto, que descreva com perfeição o imenso carinho que sinto por você. Trato-o mal porque queria tratá-lo bem; evito-o porque queria estar perto. Querido, somos uma linha tênue.
“Nós vamos ficar bem, pois seremos uma linha tênue.”
Com imenso carinho, Bruno Zampirolli.



Deixar mensagem para bruno braga Cancelar resposta