Sobre o autor

Eu comecei a escrever quando tinha 10 anos. Não foi em caderno caro, não foi em diário estético de papel reciclado. Foi nos rascunhos das folhas de impressora da escola. Aqueles papéis meio tortos, às vezes com tinta falhando, mas que pra mim eram portais. Era ali que eu fugia do mundo real e construía universos inteiros só com imaginação e vontade.

Meu primeiro “livro” entre muitas aspas carinhosas , foi uma adaptação de João e Maria. Eu peguei aquela história clássica e fiz do meu jeito, meio rebelde, meio sonhador. Acho que ali nasceu oficialmente o escritor que eu viria a ser: alguém que pega histórias conhecidas e coloca alma, dor, amor e caos dentro delas.

A minha primeira obra publicada foi O Que é Justo 2, mas antes disso, meu primeiro livro escrito e que abriu as portas do meu universo literário foi Em Outro Plano. E olha… esse livro virou uma espécie de enigma coletivo. Todo mundo queria saber quem era Jake. E sim, era autoficção. O Liam era eu. Sem máscara, sem filtro, só emoção crua. Foi como colocar meu coração numa vitrine literária e falar: “é isso, sou eu”.

Depois disso, eu mergulhei em algo ainda mais profundo: escrever uma história inspirada no romance da minha avó Manoelina. E sim, teve inspiração direta em The One That Got Away. Porque algumas histórias de amor parecem que nasceram pra ser eternas, mesmo quando não são.
Mas esse processo… foi pesado. Muito.

Eu enfrentei uma depressão profunda. Fui demitido. Mudei de cidade. Recomecei do zero.
E recomeçar do zero não é frase de efeito. É olhar pro nada e decidir plantar futuro ali mesmo.

Mas eu sobrevivi. E mais do que sobreviver, eu transformei dor em arte.
Depois veio Raio de Sol, minha primeira obra infantil — que, ironicamente, nasceu de um período muito escuro da minha vida. Porque às vezes a gente escreve luz justamente quando mais precisa dela.

Agora, eu estou no processo de lançamento da minha primeira coletânea de poesias. E isso pra mim é tipo fechar um ciclo e abrir outro ao mesmo tempo. Porque poesia sempre foi meu estado natural. Antes de ser romancista, antes de ser comunicador, antes de ser qualquer coisa… eu sempre fui poeta.

Eu nasci em 26 de outubro de 2004.
E eu gosto de pensar que naquele dia nasceu alguém destinado a procurar luz — e depois descobrir que ela sempre esteve dentro dele.

Cresci em Pontes e Lacerda, interior de Mato Grosso. Cidade pequena, coração gigante. Cultura forte, comida absurda de boa e gente que te olha nos olhos quando fala. Minha infância foi feliz. Não perfeita, mas cheia de amor — e amor constrói base emocional melhor que qualquer manual de sobrevivência.

Meu primeiro grande medo foi a escola. Eu tinha 4 anos e achava que estavam me abandonando ali. Mas meu pai me ensinou algo que virou regra de vida:
Nem sempre o mundo vai te dar o que você quer. Mas você pode construir o que você quer dentro dele.

Eu fui criança criativa, curiosa, leitora desde cedo. Aos 7 anos eu já estava devorando histórias e inventando outras. Eu sempre fui uma mistura de alegria e melancolia. E talvez seja por isso que eu escreva do jeito que escrevo.

Na adolescência, vieram descobertas — inclusive sobre quem eu sou afetivamente. E não foi um caminho fácil, mas foi um caminho verdadeiro. Eu aprendi cedo que pertencimento não é sobre caber onde querem que você caiba — é sobre existir inteiro onde te respeitam.

Passei pelo IFMT, fiz técnico em informática, vivi pandemia, luto, terapia, reconstrução emocional. Perdi meu avô, enfrentei a depressão de frente e escolhi lutar. Não foi bonito, não foi rápido, mas foi real.

Em 2022 publiquei meu primeiro manifesto contra o machismo: O Que é Justo?
Depois vieram contratos, editoras, Amazon, e o nascimento oficial do Bruno escritor no mundo profissional.

Em 2024, eu fiz outra loucura bonita: mudei pra Cuiabá pra recomeçar. Morar sozinho. Fazer Direito. Construir minha vida com minhas próprias mãos. Tijolo por tijolo emocional, financeiro e profissional.

Hoje eu sou muitas versões de mim ao mesmo tempo.

Sou técnico em informática.
Sou comunicador.
Sou administrador quando precisa.
Sou estrategista quando o jogo exige.
Sou sobrevivente quando a vida aperta.
Mas acima de tudo:

Eu sou escritor.
Eu sou poeta.
Eu sou alguém que transforma caos em texto.

Eu sou Bruno Zampirolli.

E eu ainda estou só no começo.