Viva la vida

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  Aquele sentimento invade o peito e grita alto, ecoando dentro de mim. São crenças enraizadas que nem sei de onde surgiram; estão no meu subconsciente, pedindo para sair. As coisas não deveriam ser assim. O mundo tem mesmo que ser tão cruel assim? As pessoas apedrejam umas às outras, e esse vale sombrio tem lugares tão escuros quanto a própria personificação da maldade. Acreditamos naquilo que desejamos sonhar e sonhamos com aquilo que não é possível, pois ignorar é melhor do que se deparar com a maldade humana.

  Meu menino só quebra os seus brinquedos favoritos, assim como as rochas maiores podem desmoronar com mais facilidade; mas as pequenas também sofrem mais erosão. Problemas estão presentes em todos os seres. Podemos lamentar a sua existência ou simplesmente resolvê-los, não como queremos, mas como podemos. Em sua vida pode existir um lugar muito confortável e desagradável ao mesmo tempo, um lugarzinho difícil de sair: o vitimismo. Transformamos pessoas em vilões, reclamamos da chuva que cai, do sol quente que arde, da poeira que cobre os móveis, do frio ardente do inverno, da falta de dinheiro ou de alguém e, nesse processo, esquecemos que, mesmo com vilões, a nossa vida é feita de escolhas.

  Na primeira, você assume o protagonismo. Trata seus traumas, vive sua vida, procura melhorar a cada dia, acorda cedo, faz uma caminhada ao ar livre, toma sua bebida favorita no caminho até o trabalho, assiste aos seus filmes favoritos com os amigos, visita os amigos mais queridos, faz sua terapia, vai à academia todos os dias, faz aquela viagem dos seus sonhos e mergulha no denso oceano da vida. Ainda se lembra do passado, mas agora você sabe que não é mais aquele menininho sozinho que tinha medo de tudo; você percebe que cresceu e, mesmo sendo vítima, não vive em torno dessa posição que esse plano terreno cruel lhe colocou.

  Na segunda, você recai sobre a cama e não consegue sair do quarto. Sente que todos o odeiam, não consegue mais fazer as coisas que lhe dão prazer. Não consegue responder às mensagens, e o passado o atormenta. Come bobeiras o dia inteiro e reclama do peso, passa o dia nas redes sociais e se sente ansioso. Nada o anima, e esse tédio o consome; sua alegria some, e os pensamentos negativos tomam conta. Esse caminho não é uma opção, e sair dele é difícil, mas não é impossível. Existem as ferramentas certas para isso, e usá-las é, sim, uma decisão que temos que tomar.

 E existe um milhão de finais felizes; sua vida é feita deles. Não reclame, resolva! Aprenda a dançar na chuva, aproveite o inverno para tomar um chocolate quente, aproveite o calor para se refrescar na piscina, aproveite a poeira para fazer uma faxina! Todos os dias são um novo dia repleto de possibilidades. Não viva sua vida esperando o fim de semana; sua vida acontece agora, não depois,  é agora! Você já disse às pessoas que as ama hoje? Já enviou uma mensagem para seus entes queridos? Já agradeceu pelo ar nos seus pulmões? Pela saúde em seu corpo? Acredite que o seu dia normal é o sonho de muita gente. O mundo precisa de mais amor e menos ódio; precisa de mais carinho e menos raiva. Precisa de mais cuidado e menos pressa, e podemos fazer a diferença. Hoje eu sei, eu entendo! Cada caminho me trouxe exatamente aqui, e sei que a dor que carrego não me define e que quero ser lembrado pelas coisas que amo.

  Hoje eu digo a você: levante dessa cama, abra as janelas, deixe a luz entrar na sua casa. Deixe o brilho iluminar seu coração, coloque sua playlist favorita e dance; sinta a vibração da vida, dance! Limpe sua casa e renove as energias dela, livre-se daquilo que não lhe pertence mais e deixe sua bagagem mais leve. Peça sua comida favorita, assista à sua comédia favorita e depois saia de casa, observe o mundo ao redor e perceba que a vida pode ser feliz e que, se acreditar com fervor, você também pode.

Você merece ser feliz.
Você merece o abraço.
Você merece ser amado.
Você merece conhecer o mundo.
Desejo a você boas escolhas.
Ame com intensidade.
O mundo já está cheio de pessoas vazias.
Seja a diferença que você quer ver no mundo.

Viva la vida.

Com carinho, Bruno Zampirolli.

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