Henry

Published on

em

A noite é quente,
o quarto é vermelho,
o clima é gelado…
e eu gosto desse contraste queimando por dentro.

Desço até lá embaixo,
dobro meus joelhos,
hoje você não é promessa,
é devoção.
E eu rezo com o corpo.

Qual é o meu nome?
É pulsante.
É grande.
Diz, sussurra, invoca,
chame meu nome.

Faço o caminho profano,
você vem junto, rindo do perigo,
rumo ao júbilo,
ao eclipse,
ao ponto sem volta.

O movimento é constante,
a respiração tropeça, ofegante,
como quem esqueceu o próprio idioma
e agora só fala desejo.

O sentimento transborda,
exorbitante, selvagem, sem vergonha.
Cedo ao desejo,
me permito sentir,
engulo o momento,
não desvio,
não peço licença…
e eu gostei.

Beijei um garoto,
e gostei disso.
Desci até lá embaixo,
e gostei disso.

Você lembra do meu nome?
Estranho…
eu ainda não sei o seu.
Mas sei o som da sua respiração
quando perde o controle.

Minhas pernas tremem,
o chão some,
estou quase lá,
não para,
não ousa parar.

Você conseguiu.
Obediente.
Delicioso.

Calma…
agora encaixa.
Me lembrei do seu nome.

É Henry.
Eu sei onde te encontrar.
É um lugar onde as pessoas cantam,
seguram o mundo por um microfone,
como quem segura um segredo quente.

As luzes vibram, pulsantes,
brilhantes demais pra desviar o olhar.
Elas piscam no ritmo do pecado,
no compasso do inevitável.

E lá, no epicentro do caos bonito…
eu te vejo.

Com Carinho, Bruno Zampirolli. 🔥

Read Next:


Deixe um comentário