Não é porque o mundo te derrubou que você tem o direito de desistir, você precisa tentar! O não você já tem, agora é preciso correr atrás do impossível. Não se deixe levar pela arrogância, não deixe que ele te intimide, você já enfrentou guerras que ele jamais enfrentou em toda a sua vida medíocre. Você conquistou muito mais valores do que ele em toda a vida. Não desista, você precisa tentar.
Sabe por que ele é inacessível? Porque ele tem medo de que você se aproxime e descubra que ele nem é tudo isso que quer transparecer. Mostre ao mundo quem você realmente é! Não se deixe levar pela postura firme, ele também pode cair, não pense que ele é invulnerável, ele também é um ser humano fraco, cheio de fraquezas, e uma delas é a sua ignorância. Ninguém que parte do princípio da ignorância é um grande sábio. Ele é a prova viva de que nem sempre as pessoas mais velhas têm muita sabedoria, pois isso decorre das suas experiências. O que esperar de alguém preconceituoso, capacitista, arcaico, ultrapassado? Exatamente isso: nada!
Acredite em si mesmo. Entre naquele campo de batalha, olhe nos olhos dele e não demonstre medo. Ele é um monstro que se alimenta do medo das pessoas. Fique firme, demonstre que não se importa. Lute, chute aquela bunda velha. Acredite, você é mais do que isso e ele sabe disso. Por isso tanto receio, por isso tanto medo, pois mesmo com tantas adversidades em sua vida, você conquistou horizontes que ele nunca sonhou em conhecer.
A bondade em seu coração é a força que te move, é a barreira que vencerá o mal, e a força do amor irá nos salvar. Você é a pessoa que acredita que o amor vencerá o ódio e vencerá essa batalha. Você não começou essa guerra, mas irá ganhar. Os humilhados serão exaltados e você verá que o mundo é uma roda gigante, e você chegará ao topo. O karma está do seu lado e você é uma boa pessoa.
Estou preso na correnteza e, quando estou nela, me lembro que um dia você já foi alguém como eu. Eu sei nadar, mas uma força me puxa para o fundo. Eu sei, eu joguei muito Among Us, agora sou um impostor, sou o vilão da minha própria história. Pensei que tinha medo de você, mas eu sempre fui o vilão, o anti-herói que eliminava qualquer gota de esperança no meu final feliz. Nunca te odiei; é que você é como um espelho, quando seu olhar de julgamento recai em mim, vejo o reflexo do meu fracasso. Afinal, você representa tudo aquilo que odeio no mundo.
Acontece que, de tanto tentar, a gente cansa. É triste fazer tanto esforço para ficar bem, quando nem deveria ser tão difícil assim. É horrível me sentir tão diferente, tão estranho. Olho para as outras pessoas e as vejo fazendo coisas tão naturais, como conversar umas com as outras, sorrir, brincar e cantar, coisas que para mim sempre foram mais difíceis.
Sou o monstro da colina e ninguém me quer por perto. Sou o gigante que destrói as casinhas dos camponeses. Eu precisava tentar e acabei me afundando nesse desejo. Porém, é justamente essa adversidade que me torna mais forte. Caminhei pelo vale da morte, cruzei o riacho das dores, subi o penhasco da tristeza, naveguei pelo mar dos transtornos, enfrentei o espectro e bati de frente com a fúria do preconceito. Sou o gigante que destrói tudo que toco e vou derrotar aquele malvado. Acabarei com a velha guarda, aquela que prega ódio.
Vencerei o ódio! A luta chegou, entro na arena e encaro o elemento do mal. Ele é forte e destemido, porém eu preciso tentar. Ele me dá um soco com todo o seu preconceito, fico atordoado e caio ao chão. Com os olhos fechados, me lembro de todas as vezes que fui excluído, todas as vezes que riram de mim, que fizeram bullying, que zombaram da minha sexualidade e do meu jeito de ser. Crio forças a partir do meu sofrimento, me apego àquelas memórias que me deixam com raiva, e o grande gigante surge em mim. Me levanto, encaro o grande tirano. Ele percebe minha fúria e fica tremendo como uma galinha frouxa. Agarrei seu pescoço e chutei suas bolinhas murchas, meu jogo é sujo, tão sujo quanto o ódio que há nele. Ele borrou as calças como o grande frango que é. Lhe aplico um golpe ascendente, dado de cima para baixo. Vejo o corpo dele voar e cair como o grande fracote que ele sempre foi. Então uso meu Fatality e libero todo meu poder.
A luta é épica, derroto o mal no mundo e o mundo fica bem melhor sem ele. Ainda no chão, ele implora por misericórdia, mas um sentimento de raiva assola meu peito. Porém, lembro que não sou do ódio e me lembro de tudo aquilo que trouxe para o mundo. A luta foi necessária, mas não posso usar o mesmo princípio que ele. Poupo sua vida, pois nem a morte merece alguém tão ruim, e viver com a consciência de que é o demônio na terra é um destino pior que a morte. No fim, o grande tirano acaba sozinho, sem ninguém por perto, sem nenhum amigo. Ele percebe que nunca foi grande; sim, ele foi um grande babaca, e no final não deseja ter trabalhado mais, não deseja ter gritado mais, não deseja ter sido mais bravo.
Eu tentei e consegui; você também consegue! Derrote seus demônios.
Com carinho, Bruno Braga. 🐸



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