Querido, eu sou doce demais para você.
Meu mundo é muito colorido para a sua vidinha preta e branca.
Viva, envelheça e me esqueça.
Continue tomando seu uísque puro,
seu café preto e amargo,
continue fumando suas decepções.
Prefiro o silêncio, pois seu tom de voz me enoja.
Prefiro meus chocolates e meu algodão-doce
do que sua rúcula e seu almeirão.
Você é tão amargo.
Você é raso,
bipolar,
psicopata.
Querido, sua postura falsa é ridícula.
Como uma marionete, é controlado.
A opinião dos outros te molda.
A sociedade te fez o reflexo de tudo aquilo que você não queria ser.
Agora não tem volta.
Sou tsunami.
Sou algodão-doce.
Sou chocolates.
Sou caipirinha de unicórnios.
Quer saber a verdade?
Posso ser sincero?
Tem certeza?
Já que pediu, agora vai: você não passa de um menininho assustado que tem medo até de falar.
Não aprendeu a se expressar e deixa as pessoas confusas.
Bipolar, do tipo que ninguém entende.
Me chama de vadia, mas a puta sem coração é você.
Sou puta, sim, mas sou a puta chefe, a dona do puteiro.
E você não passa de um maluco por quem eu tive uma quedinha.
Continue com seus hábitos, mas vá com calma.
Quero que me veja no topo
enquanto eu observo o buraco no qual você se enfiou.
Eu sou intenso.
Difícil de agradar pessoas rasas.
Sou muito doce, do tipo bem enjoativo.
Enquanto sua vida não tem cores,
eu vivo no meu arco-íris particular.
Nunca estive apaixonado por você,
É que a pessoa que inventei na minha cabeça era mais interessante que você.
E olha que eu nem me esforcei.
“Quem você é quando está sozinho?”
Com Carinho, Bruno Zampirolli.



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