Eu sou como o oceano: imenso, belo e cheio de vida. Mas, assim como o mar, também posso ser tempestuoso, profundo, frio e escuro. Ondas de emoções se levantam e podem te consumir. Tempestades se erguerão, e você terá que se manter firme. Sou tsunami, a força avassaladora da natureza. Destruo tudo o que toco. As pessoas não gostam de mim, pois, quando apareço, coisas ruins acontecem. Elas se machucam, pensam que não sou mortal, se aproximam e se afogam na minha melancolia. Querido e gentil leitor, o que irão ler é a mais profunda verdade , algo visceral que irei transcrever no papel: o meu verdadeiro eu.
Existem quatro “eus” em mim.
O eu aberto são as informações visíveis tanto para mim quanto para os outros. Vamos chamá-lo de Bruno Jacintho Braga. Esse eu conheço, e vocês também. Ele é tímido, simpático, sorridente, tem foco nas pessoas, acredita que pode ajudar uma formiga a atravessar a rua. É teimoso, não deixa ninguém dizer o que pode ou não fazer. Romântico, do tipo que se apaixona antes de beijar. Fanfiqueiro, do tipo que adora amores inventados. Exagerado, do tipo que conhece alguém hoje e amanhã já quer casar. Falante como o homem da cobra em praça pública.
Meu segundo eu é o eu oculto, aspectos da minha personalidade que conheço, mas mantenho escondidos dos outros. Vamos chamá-lo de Bruno Braga. Ele é alegre, do tipo que sempre está sorrindo, mas por dentro está apavorado o tempo inteiro. Tem medo de muitas coisas, até daquelas que normalmente não assustam os outros, como andar, falar, interagir, perguntar. Esse “eu” sempre quer tudo do jeito dele: controlador, mandão e manipulador. Briga com os outros eus o tempo inteiro, pois sempre quer ter razão. Manipula a si mesmo para se sentir mal. É super observador, até naqueles pontos que ninguém percebe; calculista, do tipo que planeja até como vai descer no ponto de ônibus. Fala mal de todos, mas odeia que falem dele. Observa tanto que acaba se excluindo de várias coisas, com medo de ser rejeitado. Esse Bruno se preocupa tanto em agradar as pessoas que acaba fazendo tudo errado, destrói tudo como um tsunami. Porém, por trás de toda aquela fúria, no fundo, ele é apenas um garotinho assustado tentando agradar.
Existe também o eu cego, aqueles traços percebidos pelos outros, mas que desconheço. Vamos nomeá-lo Bruno Zampirolli. Esse é talentoso, gentil, extrovertido, cativante, educado, carismático e muito inteligente. Escreve com a alma e o coração. Aqueles que realmente o conhecem nunca querem se afastar. Ele dá bons conselhos, cuida, ouve e é extremamente carinhoso. São todos traços positivos, percebidos pelos outros, mas raramente por mim.
Por fim, há o eu desconhecido, aspectos da minha personalidade que ninguém conhece, nem mesmo eu, e que podem ser descobertos no futuro, como talentos inexplorados ou reações a novas situações. Quero que esse seja conhecido como Zampirolli. Ele representa tudo aquilo que sempre quis ser, mas nunca soube até ser. Tem alma de artista e espírito de poeta, é comunicador nato, escritor que escreve com a tinta da espuma do mar e em papel feito de estrelas.
Afinal, quem sou eu? Essa é uma das perguntas mais difíceis, pois exige autoconhecimento. Eu sou Bruno Jacintho Braga Zampirolli. Sou a mistura de tudo que sou, do que já fui e do que ainda quero ser. Amo falar, mas também adoro o silêncio. Gosto de ser o centro das atenções, mas também aprecio a solidão sob a sombra de uma árvore, escrevendo poesias. Adoro festas, mas prefiro mil vezes ficar em casa jogando videogame e comendo besteira. Quero saber quem sou e descobrir o mundo nesse processo. Quero melhorar o que me falta e valorizar o que já sou. Quero respeitar a natureza e as pessoas, tratar todos igualitariamente, ser o defensor das minorias, o escritor que muda o mundo, o intérprete de Libras que não apenas traduz, mas também acolhe.
Sou tsunami e tatuei isso em minha pele para nunca esquecer. Pois ele me lembra quem eu sou e quem quero ser. Tatuei algo em minha alma também: “Não importa o que eu faça, eles nunca vão gostar de mim.” Essa verdade dói, mas é sincera. Quem não gosta de você continuará não gostando, não importa o quanto mude. Porque quem gosta de você de verdade, você não precisa provar nada, basta ser você mesmo.
Minha energia é única. Minha personalidade é um turbilhão de emoções. Não quero viver tentando agradar todo mundo, porque isso é degradante. Sou tsunami: adoro falar, escutar, caminhar, ouvir música, assistir filmes e séries. Amo escrever. Sou intenso como o oceano, vibrante como as cores, tempestuoso, explosivo e, acima de tudo, humano. Viva sua vida como se fosse o último dia, porque pode ser, e você nem sabe. Não tenha arrependimentos. Para estar aqui hoje, você já enfrentou tudo isso. O único arrependimento que dói é o de não ter vivido. Seja você mesmo e seja feliz assim.
“Não seja perfeito, seja feliz.”
Com amor, Bruno Jacintho Braga Zampirolli 🌊



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