Você já sentiu que todos estão contra você? Que, por mais que tenha alguns amigos, você está sempre sozinho? Mesmo quando está só, no peito ainda sente o doce relâmpago de calor. Você imagina tudo aquilo que pensa lhe trará felicidade, mas, quando possui, acaba percebendo que o maior receptáculo de tristeza sempre foi você.
Gostamos de falar; fingimos não ligar quando as pessoas reclamam que falamos demais. Logo você pensa: o que há de errado comigo? Por que ninguém gosta de mim? Eu queria ser diferente. Mas a verdade é que você já é diferente e não tem medo disso. Você até gosta, mas tem medo de ficar sozinho por ser assim.
Às vezes, a pessoa que você mais quer perto é a que mais atrasa sua vida. Você a mantém por medo de ficar só, porém é melhor ficar sozinho do que mal acompanhado e isso é verdade. Não vale a pena manter alguém que você não gosta ou que simplesmente lhe faz mal. É como jogar um copo no chão e depois querer beber água entre os cacos.
Às vezes, a única maneira de aprender é vivendo. Não tem como saber que aquilo iria acontecer até que aconteça; culpar-se por isso não adianta. Se você não colocar limites nas pessoas, elas vão te usar até sobrar pó. Às vezes é preciso deixar para trás até quem você jurou nunca soltar. Amar é deixar ir; por mais clichê que pareça, é a mais pura verdade.
Ao contrário do que muitos pensam, o tempo não cura tudo, só nos ensina a conviver com a dor. Essas são palavras que retirei de um livro de autoajuda que, pasmem, não me ajudou. Nossos problemas não se resumem a uma única frase; não é fácil deixar para trás quem você jurou nunca soltar a mão. Nem tudo se resume a palavras simples ou a bordões de autoajuda.
O doce relâmpago de calor é um mistério, um sentimento sombrio que surge da dor no peito que não cala, que insiste em dizer que você nunca será amado, que todos o odeiam, que talvez você nunca realize seus maiores sonhos. São ansiedades que não saem do peito, pois foram plantadas no seu subconsciente por você mesmo. Ninguém, além de você, tem o direito de determinar seu valor, quem você é. Mas lembre-se: ninguém, além de você, pode sanar sua dor. Você mesmo deve interpretá-la.
Não busque no outro a cura da sua dor, pois nem mesmo o tempo pode curá-la. Não projete suas dores no outro; elas já machucaram pessoas demais. Saiba que não está sozinho, existem outros que podem ajudar. Eu entendo sua dor, pois eu também sinto doer.
Com carinho, Bruno Zampirolli.



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