Hoje eu sonhei que a Teoria de Julho era real e acordei aos prantos quando percebi que era apenas um sonho.
A teoria diz que, em julho, a pessoa que você ama volta pra sua vida. E, se ela não voltar, é porque seu coração, enfim, ficará livre.
Se você pudesse escolher… se isso fosse um superpoder:
Você preferiria que o seu grande amor voltasse para sua vida ou finalmente se libertar desse sentimento?
Seja qual for a resposta, ela é só sua. Em alguns dias, você vai desejar que esse amor retorne. Em outros, vai torcer para que ele desapareça. E tudo bem.
Às vezes, escolhemos o que é mais cômodo, mais sutil. Mas o amor não é uma simples escolha.
A gente não escolhe por quem vai se apaixonar simplesmente acontece.
Ou melhor: complicadamente acontece. Porque o amor não é simples.
É difícil, é confuso, e, muitas vezes, dói.
Mas também pode ser reconfortante. Pode renovar. Pode curar com a mesma intensidade com que machuca.
E se ele voltasse?
Se você tivesse o amor da sua vida de volta por um único dia, o que faria?
O que diria?
O que sentiria?
Me diz: para onde iria com ele?
Se o meu voltasse, a primeira coisa que eu faria seria abraçá-lo com toda a força do meu Corpo. Depois, eu o beijaria. E, por fim, confesso: daria um soco na cara dele. Com a mesma força do abraço.
Um misto de sentimentos, meus queridos.
Eu o levaria para caminhar num parque, iríamos ao cinema, conversaríamos no escuro porque eu amo fazer isso.
E, bom… faríamos outras coisas que este texto não pode revelar, tampouco você, querido leitor, precisa saber. Mas saiba: é exatamente o que você está pensando.
Se eu fosse mesmo contar, diria que pretendo me entregar aos deleites da carne sob o véu do consentimento mútuo e da volúpia bem conduzida. Sim, com todas as letras.
Mas e se ele não voltasse?
Se o seu grande amor nunca mais voltasse e você estivesse, de fato, livre?
Talvez eu assistisse a todos os filmes de romance possíveis, imaginando como seria se fôssemos nós dois nas cenas de amor imensurável.
Eu andaria sozinho no parque. Iria ao cinema sem companhia.
E dividiria comigo mesmo um momento íntimo e de deslumbramento solitário.
Enfim, querido leitor: você gostaria que a Teoria de Julho fosse real?
Eu só espero que, em vez de alguém do passado, ela me traga alguém novo.
Alguém com potencial para viver um romance verdadeiro.
E que esse alguém… não tenha mais ninguém.
No fundo, eu só queria de verdade finalmente me sentir amado
Com Carinho, Bruno Zampirolli. 🌷



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