A outra mulher é linda
ela nunca precisou enrolar os cabelos com bobs
eles caem como seda sobre os ombros,
enquanto ela dança,
sem nem saber que está sendo adorada.
ela é tão serena,
tão delicadamente bela.
aposto que jamais chorou diante do espelho,
pedindo para ser outra.
você sorri com ela
como quem reencontra o próprio destino.
o brilho nos seus olhos
parece um poema escrito só pra ela.
e sua voz
ah, sua voz
ganha tom de primavera
quando diz seu nome.
seu amor é um vinho doce,
uma promessa antiga,
um lar.
você a ama.
e ama com calma.
ama com verdade.
mas eu…
eu nunca serei ela.
nunca sentirei o amor que escorre dos seus olhos
quando olha pra ela.
vocês dois são a moldura de um quadro renascentista,
a sinfonia suave de um domingo sem pressa.
são a própria definição de tudo que é bonito demais
pra durar pouco.
e eu?
eu sou só aquela que assiste da plateia.
com olhos marejados,
e um sorriso triste no canto da boca.
eu nunca serei a Heather.
Com amor, Bruno Zampirolli.



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