Sabe a sua vida? Ela é uma mentira.
Seus desejos não passam de ilusões, ideias implantadas na sua cabeça para que você continue… continue no jogo da vida. O famoso jogo da vida.
A vida pode ser jogada em vários modos: fácil, muito fácil, difícil, muito difícil e impossível.
Enquanto uns vivem no “muito fácil”, outros passam fome. Esse padrão foi construído para se manter — de geração em geração.
Suas mágoas devem ser tratadas com vícios. A indústria te viciou sem que você percebesse. Não nota?
Você está sempre anestesiado, ansioso para que a sexta-feira chegue logo, ansioso para o dia acabar e ir para casa.
Pra quê? Se amanhã você tem que fazer tudo de novo.
A verdade é que você cansou de viver.
Você não escolheu o modo de jogo da sua vida, não escolheu seu nome, seus pais, o país onde iria nascer.
Você nunca decidiu nada. Você só vive… e torce muito para que o dia acabe. Para que sua vida acabe.
Seus sonhos são apenas mentiras contadas ao vento e lançadas na sua cabeça para que você continue andando.
Essa caminhada nunca vai parar.
O amor?
Apenas um sentimento inválido. No final, você sempre estará sozinho. É impossível preencher o buraco no seu coração,
ou mesmo preencher o vazio na sua alma. Pois sua existência é tão insignificante quanto sua presença.
Ninguém nunca vai te amar se você não for atraente. Essa é a verdade.
Quando nos apaixonamos por alguém, não conhecemos sua personalidade, seus gostos, sua comida favorita ou sua risada.
Nos apaixonamos inteiramente pela aparência da pessoa. E, só depois disso, pela sua alma, sua existência, suas atitudes.
Você sonha em ser livre, mas a liberdade não pode ser sentida verdadeiramente em vida.
A máquina precisa continuar funcionando — e você é a peça-chave dela.
Você não é livre. Você tem o direito de ir e vir. Mas não tem dinheiro, então não pode voar para onde quiser como um passarinho.
Você trabalha. Não pode abandonar o lucro.
Mesmo cansado. Mesmo doente. Você continua.
É sobre isso — e não está nada bem.
Sabe o que é estranho?
Mesmo com tudo isso em jogo, nós continuamos.
Não porque queremos, mas porque devemos.
Porque viver, por mais que às vezes seja doloroso, também tem seu lado bom:
Caminhar em um parque escutando suas músicas favoritas.
Assistir a um filme com seu melhor amigo.
Comer sua comida favorita.
Viajar para um lugar diferente.
Jogar seu jogo favorito com sua pessoa favorita.
Se apaixonar à primeira vista.
Amar e ser amado.
Cuidar e ser cuidado.
Tocar e ser tocado.
Voar.
Correr.
Andar.
Nadar.
Respirar.
Viver.
Eu não sei você…
Mas, quando eu morrer, quero ser reconhecido pelas coisas que amava — e não pelas que odiava.
Quero viver as coisas que amo, e não ficar preso pensando em tudo que odeio na vida.
Mesmo cansado, ainda escrevo.
Pois é a única maneira que eu existo.
Sou escritor.
Sou feito de palavras.
Lembre-se: o amor vencerá o ódio.
Com carinho, Bruno Zampirolli.



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