Escravidão

Published on

em

Você já sentiu que, por mais que se esforce, nunca será bom o suficiente?
Que, não importa o quanto se doa, sempre haverá olhos prontos para apontar seus erros — mesmo os mais insignificantes — enquanto ignoram sua coragem, sua força, sua leveza diante do caos?
Eles não veem suas virtudes.
Preferem o erro, porque o erro é conveniente.
Eles exigem perfeição, mesmo que isso custe sua sanidade.

Vão te sugar até o último fio de energia.
E quando você adoecer, quando não aguentar mais, vão te trocar como quem descarta uma peça velha de um quebra-cabeça que nunca foi sobre você.
Vão dizer que a culpa é sua — sempre sua.
Mas a engrenagem só gira porque você está ali, mesmo que ninguém perceba… até que seja tarde. Até que seu silêncio grite, até que seus pulsos estejam sangrando.

Eles faturam milhões.
E te pagam migalhas.
Migalhas que somem no mesmo dia em que o salário pinga na conta.
Mesmo assim, você levanta cedo. Vai. Volta. E repete.
Pra quê?
Pra sobreviver.
Porque viver, mesmo, virou artigo de luxo.

Você se pergunta: como sair desse ciclo?
E, lá no fundo, a resposta é: ninguém vai te tirar daqui — só você.

Essa estrutura foi construída pra te manter assim.
Pra te fazer acreditar que merecer é aceitar.
Mas ousar sair do padrão é pagar um preço.
Sabe por que ele te odeia, te grita, te diminui?
Porque ele quer tudo de você — até o que você nem sabia que tinha.
Ele quer que você funcione como uma máquina, mesmo que vire pó por dentro.
Esse é o método: explorar sob o disfarce da produtividade.

A verdade?
A escravidão nunca acabou.
Ela só trocou o chicote por um contracheque.
Trocaram grilhões por metas inalcançáveis.
Substituíram a senzala por um crachá.
Mas a violência tá ali: no burnout, na pressão, na desvalorização, no desvio de função.
Se hoje dissessem que se pode ter escravos de novo, teria gente comprando. Sem piscar.

Mas a gente pode romper isso.
Você pode quebrar o ciclo.
Você pode ser diferente.
Me ajude a destruir essa maldição.
Nós somos o futuro.
A nova guarda.
O ponto de virada.
O início de um novo tempo.

Como?
Sendo melhor.
Mais humano.
Mais justo.
Mais livre.

Com resistência, Bruno Zampirolli 💕

Read Next:


Deixe um comentário