Erosivo

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Hoje recebi a notícia de que o verdadeiro motivo de todas as minhas dores intestinais não era comida estragada, maldição, ou castigo divino — era ansiedade e estresse mesmo. O médico foi direto: nosso estômago e intestino são mais sentimentais que o coração. Isso mesmo. A gente passou a vida inteira romantizando o órgão errado.

Toda a carga emocional do trabalho, da faculdade e da minha novela mexicana chamada vida amorosa acabou me presenteando com um diagnóstico: gastrite erosiva. Traduzindo: meu estômago está tão sobrecarregado que começou a desenvolver feridinhas internas — as tais erosões. Isso pode causar dor, queimação, náusea e até sangramento, se não for tratado direitinho.

O médico me receitou calmantes, pantoprazol, dieta leve, e recomendou atividade física. Mas o melhor mesmo foi nosso diálogo digno de stand-up:

— Bruno, você tem passado por estresse? — perguntou o querido doutor.
— Por muito!!! — respondi sem pensar.
— E… desilusão amorosa?
— Por uma não, por várias.
— Entendo. Seu problema intestinal é emocional. Vou recomendar psicoterapia.
— Mas, doutor, eu já faço!
— Minha nossa! Então vou te passar um calmante e pedir que evite situações que te deixem nervoso. Tente relaxar, caminhar em um parque, jogar seu jogo favorito, assistir um filme leve… concentre-se em você, meu jovem!
— Doutor, eu trabalho o dia todo, estudo à noite e minha vida amorosa parece um episódio triste de série cancelada.
— Valha, minha Nossa Senhora! Bruno, é sua saúde que está em jogo. Cuide do seu bem-estar. Mesmo com essa rotina pesada, lembre-se: beba água, converse com alguém de confiança, ria, tire pausas no trabalho. Você é um jovem talentoso — cuide de si!

Nossa conversa foi engraçada, mas também um baita tapa de realidade. Imagina seu corpo chegar ao ponto de estresse tão alto que começa a formar feridas no estômago? Isso me fez parar pra pensar. Vale a pena tudo isso? Vale priorizar trabalho, estudos e relacionamentos que não te fazem bem ao ponto de esquecer de si mesmo?

Será que não dá pra equilibrar tudo e ainda ter tempo pra cuidar da gente? Tomar as vitaminas, os remédios, beber água, fazer alguma atividade prazerosa de vez em quando? Porque, no fim das contas, sem saúde, a gente não faz nada.

Imagina só: se preocupar tanto com alguém que nem se preocupa contigo, a ponto de desenvolver gastrite? Além de não me amar, o bendito ainda me fez mal por tabela. Prometo a mim mesmo que vou mudar. Vou cuidar da minha alimentação, fazer exercício, sair com meus amigos, me divertir mais, beber água como se fosse contrato vitalício e pegar leve na autocobrança acadêmica.

Prometo ser um Bruno melhor pra mim… e pra vocês, leitores.
Cuidem-se. Sua saúde é essencial. Mesmo. ❤️

Com carinho, Bruno Braga. 🌻

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