Only Love Can Hurt Like This

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Este texto é um tributo à música Only Love Can Hurt Like This e minha sincera homenagem à cantora Paloma Faith. Recomendo que você leia com fones de ouvido, ouvindo a música ao fundo. Só assim será possível sentir, de verdade, cada palavra que foi escrita com a alma.

Only Love Can Hurt Like This é a música da minha vida, a minha trilha sonora. Algo que tocaria no fim do meu mundo ou no nascer dele. Essa música me define, ela é visceral, toca no meu eu mais profundo. Não há outra verdade, só o amor pode machucar assim. Eu tive muitas dores, mas somente o amor me machucou assim. 

     O beijo  parecia ser mortal. Sua pele parecia tão quente e seus lábios pareciam que me possuíam. Foi um beijo impossível, irreal. Nem em meus sonhos foi tão bom. O cheiro dele, o cabelo dele, suas mãos em meu pescoço. Só o amor machucou assim. Meu desejo podia me matar, meu amor não cabia no peito.

Toda a verdade foi dita, mas de você só saiu loucura. Você não se preocupou com meus sentimentos, você nem queria saber da verdade, você não liga pra mim. Você não precisou mentir, pois a verdade foi dita: você nunca me amou.

Já de você, eu escutei muitas mentiras, muitas promessas, porém nenhuma verdade foi dita. Você me machucou e você sabia disso. Você só queria me ter por perto. Você não me amava, você amava a sensação que eu te causava, o que eu fazia você sentir.

    É como um grito, um afogamento, e minha mente só diz: só o amor pode machucar assim. A voz ecoa por essas quatro paredes vazias. Era nelas que eu costumava pensar em você, escrever sobre você. Mas você nunca pôde ficar, você nunca foi meu.

 Eu te amei, querido! Nós iríamos nos casar e morar debaixo do tanque da minha avó. Isso não era loucura? Mas seríamos felizes debaixo daquele tanque. Você me amava e eu te venerava, te colocava no maior pedestal, o meu loirinho favorito. Mas o que eu e nem você sabíamos era que somente o amor pode machucar assim.

 Esse texto é como cada versão da música, cada parágrafo retrata uma história de amor. Como se fosse possível traduzir sentimentos em palavras em diferentes versões, como a Paloma Faith fez e eu também. Eu criei a quinta sinfonia da música: ela em escrita, ela em papel. E a cantora estaria orgulhosa disso, se encantaria em cada palavra. Pois, assim como ela, eu beijei o impossível. E isso foi mortal.

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