Sabe o que acontece quando um escritor maduro e gentil se apaixona? Ele se torna um romântico que vê coisas que ninguém mais vê, porém ele fica um pouquinho raivoso.
Observação: Considere os palavrões desse texto um tipo de expressão artística. 💕
Formação Reativa
A mente da gente é foda. Ela tenta proteger a gente a todo custo, mas às vezes, nessa de proteger, ela fere. Um dos jeitos mais traiçoeiros que ela faz isso é através da tal formação reativa. Basicamente, é quando a gente sente uma coisa com força, mas age como se sentisse o oposto — porque, no fundo, é mais “seguro” assim. É um mecanismo de defesa do inconsciente. Uma forma de mascarar o que nos causa conflito interno, dor ou vergonha.
Tipo… eu amo uma pessoa. É amor mesmo, daqueles que não dá pra ignorar. Mas quando estou perto dela, parece que meu corpo inteiro trava. Eu me fecho. Não demonstro nada. Não porque eu queira esconder, mas porque meu corpo, minha cabeça, minha porra de mecanismo de defesa me empurram pra longe disso. Por mais que eu seja um cara assumido, bi e tudo mais, ainda me angustia a ideia de outras pessoas descobrirem o que sinto. Isso me faz sentir vulnerável pra caralho. Me sabotar.
É cruel. Amar alguém já não é fácil. Nunca é leve, nunca é previsível. Você ama mesmo sabendo que vai se foder, mesmo sabendo que pode doer, mesmo que doa de verdade. Você continua amando. Continua se importando. Continua sentindo. Amor não correspondido é uma desgraça. E a formação reativa, que teoricamente deveria me proteger disso tudo, só me machuca ainda mais.
O corpo humano é meio irônico. Ele aumenta a temperatura pra eliminar invasores, tipo vírus ou bactéria. Só que, se a febre sobe demais, a gente queima junto. Os mecanismos de defesa funcionam do mesmo jeito — nos protegem, sim, mas quando exageram, viram o próprio veneno.
Eu já amei. Você provavelmente também. Eu já chorei, e aposto que você também chorou. Mas quer saber? FODA-SE.
Que o amor vá se lascar. Que esse meu mecanismo de defesa vá se fuder, que vá pra puta que pariu com essa mania de querer me “proteger”.
Cansei de esperar por um príncipe loiro dos contos de fada. Quem precisa de príncipe quando já é rei, caralho?
Com muita raiva, Bruno Braga. 😡



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