De volta ao lar

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Cheguei à conclusão de que tudo que eu precisava era voltar pra casa. Eu estava preso numa rotina cansativa, desanimadora, que só me puxava pra baixo. Estressado, perdido, sem saber exatamente o que me faltava ou o que estava acontecendo comigo. Mas o destino, como sempre, tinha outros planos — e essa viagem foi, sem exagero, a melhor coisa que me aconteceu esse ano.

Eu só precisava me sentir amado. Só isso. Ser, por um único fim de semana, o filhão do papai, o filhinho da mamãe, o netinho da vovó, o maninho da maninha, o guri do Nando. Largar um pouco a responsabilidade de ser adulto e simplesmente voltar a ser “o Bruno de casa”. Estar longe do trânsito caótico de Cuiabá e perto das pessoas que me conhecem de verdade. Eu precisava dos abraços apertados da minha mãe, das partidas de videogame com meu pai, de ver meu querido sobrinho, de papear com a minha vó, fofocar com a maninha, dirigir o carro do papai. Eu precisava da minha casa.

Voltar foi como um abraço na alma. Eu me senti amado, acolhido. Me senti em casa de novo. E isso foi tudo.

Revi meus amigos, saímos juntos! Tocamos música alta no carro, dançamos madrugada adentro, demos nossos rolês pela cidade, jogamos boliche — e, pasmem, descobri que sou bom nisso! É sério. Pra quem nunca se deu muito bem nos esportes, me sair tão bem no boliche foi quase uma glória pessoal. Uma dessas pequenas vitórias que fazem a gente se sentir vivo.

Também fui pescar. Não peguei nenhum peixe — mas tudo bem. A pescaria nunca é só sobre o peixe. É sobre o silêncio do rio, a paz que ele traz, a emoção do “quase”, o riso fácil com os amigos, a presença da família. O peixe? É só o bônus.

Quando saí de Lacerda, estava passando por um momento péssimo. Eu já sabia que sentiria falta da minha família… mas não esperava sentir saudade até das coisas que eu achava chatas aqui. A cidade das “poucas opções” virou o lugar onde meu coração descansa.

Não que eu não goste de Cuiabá. Estou curtindo morar lá, estou construindo algo novo. Mas lá não tem a comidinha da minha mãe, nem o tereré carinhoso com a minha vó. Não tem meu pai do lado, nem meu sobrinho, nem meus irmãos. E às vezes, isso pesa. Me sinto solitário. Só que quando eu volto… ah, quando eu volto… tudo se encaixa de novo.

Agora estou de volta, renovado. Com energia pra encarar os perrengues — e o ar-condicionado novo, que ajuda, e muito! Amo minha família. E, acima de tudo, amo ser eu. Por mais que eu mude, por mais que a vida me leve pra longe, quando volto pro meu lar, eu sou o mesmo de sempre.

Sempre serei o Bruno Jacintho Braga.

Com carinho, Bruno Jacintho Braga. 💖

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