Quando as pessoas se apaixonam pelas flores de seus pretendentes, mas não por suas raízes, elas não sabem o que fazer quando o outono chega.
O amor é como o oceano: imenso, belo e cheio de vida. Mas, assim como o mar, ele também pode ser tempestuoso, profundo, frio e escuro. Não ame apenas a beleza, ame também a sua fúria, a sua imprevisibilidade, a sua selvageria.
Se você se apaixona apenas pela aparência de alguém, um dia ficará perdido quando essa beleza se esvair, pois ninguém é jovem e belo para sempre. Se seu amor se baseia apenas nos benefícios que essa pessoa te proporciona, o que restará quando esses privilégios chegarem ao fim?
O amor vai muito além da paixão momentânea ou de promessas lançadas ao vento. Amar é compreender que dias difíceis virão, que seu parceiro tem defeitos e, mesmo assim, continuar escolhendo-o. É aceitar que a juventude, a vitalidade e a beleza um dia se esgotarão e, quando isso acontecer, tudo o que restará serão memórias do que um dia foram.
Amar é entender que um ano tem quatro estações. Haverá dias em que o amor se esfriará como as noites de inverno. Outros em que será tão ardente quanto o sol do verão. Em certos momentos, florescerá como na primavera, e, inevitavelmente, haverá dias em que todas as pétalas cairão, anunciando o outono.
Para amar alguém, é preciso abraçar também sua tempestade, seus defeitos, suas dúvidas. É saber enfrentar juntos os desafios, resolver as discordâncias e superar as adversidades. Não se constrói um amor apenas sobre a beleza, as flores ou os momentos felizes. É preciso maturidade para lidar com as frustrações, paciência para enfrentar os dias difíceis e força para manter-se firme quando tudo parecer desmoronar.
Se você não está preparado para enfrentar a chegada do outono, não me tenha na primavera.
Com Carinho, Bruno Braga.



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