reflexões em meio ao caos

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Reflexões em Meio ao Caos

Às vezes, a vida parece um turbilhão de frustrações. Recentemente, me vi lidando com a ansiedade de uma entrega que nunca chegava. Algo que deveria ser simples e divertido virou símbolo de um desejo não atendido, uma expectativa quebrada que, a cada dia que passava, me fazia sentir mais distante de algo que eu desejava. O rastreamento me dava respostas contraditórias, e, ao invés de alívio, eu só encontrava mais frustração. Era como se, na mesma medida em que os dias passavam, tudo ao meu redor também estivesse em atraso, como se a vida estivesse se atrasando para mim.

E então, havia uma pessoa. A confusão dos meus sentimentos por essa pessoa me acompanhava, me fazia questionar o tempo todo. Eu gostava dela, mas não sabia como agir. Quando tentava me aproximar, eu me sentia perdido, sem saber se estava sendo só mais uma pessoa, ou se havia alguma possibilidade de algo a mais. Mas a cada interação, a cada tentativa frustrada de puxar conversa, a dúvida aumentava. O fato de sermos apenas colegas em um ambiente comum, de nossas interações serem esparsas e sem muito propósito, só intensificava minha insegurança. O medo de não ser correspondido tomava conta, como se essa distância entre nós fosse a única coisa que eu realmente entendesse. E o pior: essa sensação de estar em constante afastamento, me fazendo agir de maneira fria e distante, como uma forma de me proteger. Mas será que, no fim, eu estava me afastando da única oportunidade de ter algo genuíno?

E, com isso, a dúvida se estendia. Por que eu não conseguia ser amado? Será que era a minha aparência? Minha personalidade? Ou, quem sabe, eu simplesmente não merecia? Esses pensamentos, que pareciam surgir a cada momento de silêncio, se misturavam com o cansaço de me ver em uma constante busca, sem nunca encontrar o que tanto queria: alguém com quem pudesse compartilhar o simples e o grandioso da vida. Alguém para passear, para assistir a um filme, para andar de mãos dadas e dividir um piquenique em uma tarde ensolarada. Eu só queria alguém para dividir esses pequenos momentos que, no fundo, me fariam sentir que valeria a pena esperar.

Mas, entre as frustrações e as inseguranças, aprendi algo: não posso controlar o tempo nem as respostas dos outros. E, talvez, enquanto as coisas ainda não chegam como eu imaginava, eu precise de um tempo para entender que a espera por alguém não deve ser uma espera passiva, mas ativa. Enquanto isso, devo aprender a viver os meus próprios momentos de paz, de lazer e de amor-próprio, sem depender de uma validação externa. O amor que eu busco fora começa, talvez, dentro de mim mesmo. E, no fim das contas, ele chega no momento certo. Só preciso ser paciente.

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