Sem Rumo
Eu te encontrei perdida,
abandonada ao tempo.
Por dias, pisaste em espinhos,
mas te estendi a mão,
te abracei com força
e fiz de ti só minha.
Curei tuas feridas,
bloqueei teus medos.
Assim, te salvei.
Tu me pegaste no colo,
me deste abrigo,
sopraste vida em mim.
Fizeste de mim mais forte,
mostraste um norte,
e eu, sem resistir,
me apaixonei.
E assim, nosso fruto
seguiu seu caminho,
perdido e confuso,
até perceber
que nunca esteve só.
Agora, maduro,
nos trata com mais carinho.
O reflexo no espelho
revelou nossos erros,
sem máscaras,
desnudos de malícia,
livres da maldade.
Estávamos perdidos,
mas nos encontramos
sem precisar de um mapa.
Com Carinho, Leandro Braga.
Revisado por Bruno Braga.



Deixe um comentário