Ciumenta

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Ciumenta

Já está vindo? Por que demorou?
Quem é aquela que te curtiu? Quem te olhou?

Não era o tapa, nem o beliscão,
O que mais doía era a solidão.
A falta das broncas, do tom de ameaça,
Do ciúme que em mim virava couraça.

Ainda bem que tudo voltou,
Ouço ao fundo sua voz, seu tom.
— Larga esse celular, me dá atenção!
Pra quem digitas com tanta emoção?

Sorrio de leve, respondo sereno:
— São só uns versos, amor, sobre o teu veneno.

Com carinho, Leandro Braga.

Revisado por Bruno Braga.

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