Bilhete de loteria

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Pelo visto, talento é de família! Segue um texto escrito pelo meu pai em minha homenagem.

Alguns dizem que a felicidade está no brilho dourado do ouro. Outros acreditam que ela se encontra no vermelho daquele famoso desenho de coração dos apaixonados. Há também aqueles que juram reconhecê-la nas coisas simples da vida, na pureza dos momentos. É nisso que acredito, e é dessa forma que levo a vida.

Meu maior encontro com a felicidade, aquele momento em que você diz para si mesmo: o mundo pode parar, minha vida pode se encerrar, e, mesmo assim, eu tiraria um tempo apenas para agradecer pela oportunidade e pelo privilégio de viver este instante — aconteceu comigo na tenra idade de 22 anos, por volta das 16 horas, em uma calorosa tarde de sol.

Ao sair do trabalho, em uma unidade de saúde, carregava comigo o resultado do teste de gravidez de minha esposa. Aquele pequeno papel, atestando positivo, emanou em mim algo nunca antes sentido ou provado. Minhas pernas tremiam, o suor escorria, minha boca secava, e a voz não saía. Esse momento, esse pequeno instante, atendia pelo nome de felicidade.

Naquela tarde, sentindo-me o homem mais feliz do mundo, tudo o que eu queria era ter força na voz para gritar para o universo todo ouvir: “EU VOU SER PAI!”

Aquele resultado de exame, naquele simples pedaço de papel, continha algo mais valioso do que qualquer coisa que eu já possuí na vida. Ele foi — e ainda continua sendo — o meu maior e mais bem pago bilhete de loteria.

com carinho, Leandro costa Braga em dedicação ao meu querido filho, Bruno Braga.

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