Eu costumava reclamar do frizz do meu cabelo, mas eu nunca o hidratava. Eu reclamo da minha bagunça, mas nunca arrumo nada. Eu reclamo do mesmo corte de cabelo, mas nunca mudava. Foi quando finalmente percebi: Eu não me amava.
Eu amo andar de carro e odeio dirigir. Eu dou risada das piadas das outras pessoas, mas nunca acho as minhas engraçadas. Eu amo elogiar as outras pessoas, mas nunca me elogiava. Foi quando finalmente percebi: Eu me odiava.
Eu sempre quis companhia, mas quando tinha eu reclamava. Eu queria amar, mas eu não me amava. Eu queria ser a estrela, mas odiava chamar atenção. Eu queria ser aceito, mas eu não me aceitava. Foi quando finalmente percebi: Eu queria ser amado.
Eu amo estar rodeado de pessoas, mas nunca saio de casa. Eu amo o pôr do sol, mas odeio o sol na minha cara. Eu amo me amar, mas eu nunca me amava. Eu amo ser acariciado, mas eu nunca me acariciava. Eu amo carinho no cabelo, mas nunca deixava ninguém tocar nele. Foi quando finalmente percebi: Eu não deixava me amar.
Eu odeio meu corpo, mas nunca faço nada para mudar. Eu odiava meu cabelo até eu cortar ele e descobrir que eu o amava. Eu odeio pedir ajuda, mas estou sempre ajudando. Eu odeio minha voz, mas estou sempre falando. Eu odeio meu caminhar, mas sempre estou caminhando. Todos me amam, mas sempre digo que todos me odeiam. Foi quando finalmente percebi: Eu queria ser odiado.
Eu sempre reclamava que não tinha um ideal romântico, mas sempre escolhia as piores pessoas para amar. Eu sempre reclamava que nunca me amaram, mas eu nunca deixei ninguém me amar. Eu sempre ouvia desabafos, mas nunca desabafei. Eu sofri, mas nunca me considerei uma vítima. Eu chorei, mas nunca contei o motivo de minhas lágrimas. Meu coração foi quebrado e eu nunca juntei os pedaços. Foi quando finalmente percebi: Eu nunca me amei.



Deixe um comentário