Aos 10 anos de idade eu fiz um remake de João e Maria, encorajado pela minha professora eu fiz minha primeira obra.
João e Maria e a Flor da Pureza
João e Maria eram os amados filhos do rei e da rainha, governantes generosos e carinhosos de um reino próspero. Apesar de sua vida no castelo, os irmãos adoravam brincar com as crianças do reino, compartilhando momentos de alegria e simplicidade. Certo dia, enquanto exploravam os arredores do castelo, João e Maria se afastaram demais e acabaram se perdendo.
Ao perceberem a ausência dos filhos, o rei, preocupado, enviou seus guardas para procurá-los. No entanto, a notícia de que as crianças estavam na Floresta Sombria, um lugar temido por todos, fez com que nem mesmo os cavaleiros mais corajosos ousassem entrar. O rei, desesperado, convocou um habilidoso caçador para a missão.
Enquanto isso, na floresta, João e Maria, amedrontados e discutindo sobre quem era o culpado pelo ocorrido, encontraram um ser mágico, baixinho e laranja, que parecia brilhante como o fogo.
— Olá, eu sou Oráculos, e tudo eu sei! — disse ele.
— Somos João e Maria, estamos perdidos. Você pode nos ajudar? — perguntou Maria.
— Claro que sim, mas só se vocês resolverem minhas charadas — respondeu Oráculos, com um sorriso travesso.
Com esforço e trabalho em equipe, os irmãos decifraram as charadas de Oráculos. Ele lhes deu instruções de como voltar para casa, mas advertiu:
— Tomem cuidado. Há perigos na floresta, especialmente uma bruxa que busca crianças para permanecer jovem.
Determinado a proteger os filhos, o caçador seguia rastros de migalhas de pão que João havia deixado pelo caminho. Enquanto isso, João e Maria chegaram a uma estranha casinha de aparência assustadora. Mesmo temerosos, bateram à porta, mas ninguém respondeu. Entraram e viram no centro da sala uma flor brilhante, pulsando como se tivesse vida.
Quando João estendeu a mão para tocar a flor, uma voz estridente ecoou:
— O que fazem em minha casa? — Era a bruxa, que apareceu de repente.
— Desculpe-nos por entrar assim, mas estamos perdidos! — disse Maria, com a voz trêmula.
— Vocês são tão jovens e puros… — disse a bruxa, com um sorriso malicioso.
Ela explicou que a flor era mágica, capaz de oferecer juventude eterna, mas apenas à pessoa mais pura do reino. Tentando enganar as crianças, pediu que encostassem na flor. João e Maria recusaram, percebendo suas intenções sombrias. A bruxa ficou furiosa, e, num ato de coragem, João agarrou a flor e ambos correram para fora da casa.
No caminho, encontraram o caçador, que ficou aliviado ao vê-los bem. Juntos, começaram o caminho de volta ao reino, mas a bruxa, enfurecida, os seguiu, lançando feitiços por todo o caminho.
Ao chegarem ao castelo, a bruxa surgiu como uma sombra no céu alaranjado, sua presença trazendo caos e medo. Camponeses gritavam e corriam enquanto ela revelava sua verdadeira identidade: a rainha, que há muito tempo havia sucumbido à ganância e usado a magia da flor para preservar sua beleza.
A rainha, agora bruxa, estava ainda mais bela, mas sua fúria era aterrorizante. Ela exigiu que a flor lhe fosse devolvida. João e Maria, com coragem, seguraram a flor juntos. Para sua surpresa, a magia da flor brilhou intensamente e começou a enfraquecer a bruxa, revelando sua verdadeira forma: uma mulher idosa consumida pela escuridão de seus próprios desejos.
Com um último grito, a bruxa se desfez em pó, e o reino ficou livre de sua maldição. A flor, agora sem magia, foi plantada no jardim do castelo como um símbolo de pureza e coragem. João e Maria aprenderam que, mesmo nos momentos mais sombrios, o amor e a bondade são as forças mais poderosas.
E assim, o reino voltou a viver em paz, com João e Maria crescendo para se tornarem líderes justos e compassivos, sempre lembrando da lição que aprenderam na Floresta Sombria.



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