Medo
Por Bruno Braga
O medo é algo que sentimos desde os primeiros passos como ser humano. Acredito que seja umas das emoções mais assustadoras e cautelosa ao mesmo tempo, sentir medo é uma sensação horrível. Como pode uma emoção nos causar tanto efeito, ser considerado algo positivo para nós? Se formos pensar um pouco a fundo sobre o medo, ele é totalmente essencial, é através dele que nosso corpo emite sinais de alerta. Uma pessoa que possui medo de altura, jamais se estenderá para uma beirada de um alto edifício, isso é algo positivo? Ou talvez o medo que sentimos ao ir em um brinquedo de procedência duvidosa, não seria um sinal do nosso cérebro para não irmos ao brinquedo e se o nosso cérebro for tão inteligente ao ponto de fazermos sentir medo para o nosso corpo como um todo ficar em segurança. Não duvido nada do único órgão que sabe da sua própria existência e ainda melhor, o único órgão que se auto batizou com um nome. O cérebro é incrível, ele controla todos os organismos e componentes de nosso corpo e às vezes utiliza disso, ao seu favor.
Voltando a falar do medo, os traumas gerados pela sensação do medo é avassalador. Particularmente, imagina uma pessoa Bissexual, de estrutura mediana, com um físico imcapacitado de se defender de um agressor. Ele está andando numa rua deserta, tarde da noite, está tudo escuro, as ruas possuem uma péssima iluminação, ruídos estranhos por toda parte. Para piorar a situação ele está perdido, não sabe voltar para casa, por mais que ele tente, qualquer rua que ele pegue, o caminho fica mais longe de casa. Parece um labirinto, uma parte da cidade nunca explorada, ele tem apenas 12 anos. Não sabe em quem confiar, aquela pessoa que vem em minha direção, eu posso confiar nela? É um simples civil ou uma pessoa com uma intenção perigosa, só tem vocês dois nessa rua deserta e sombria. A situação fica cada vez mais tensa, o medo faz seu coração disparar, liberando uma adrenalina nunca vista antes. Você começa correr, as ruas começa ficar familiar, lugares já frequentados antes começam a ser reconhecidos. Até que finalmente você chega em casa, chorando, com o coração acelerado e com a voz trêmula. Até que sua mãe cautelosamente pergunta o que aconteceu e esse é o estopim para você começar a chorar. O choro não cessa, por mais que você tente explicar o que aconteceu, sua voz simplesmente não sai, até que você sente um abraço caloroso da sua mãe e você sente que finalmente conseguiu chegar em casa.
Eu poderia escrever todos os meus traumas nesse texto, todas as vezes que senti medo. Mas, não seria mais um texto e sim um enorme livro que nem os melhores leitores teriam paciência para ler. Afinal, todos esses traumas gerados pelo medo me serviram para alguma coisa.



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