Como é ser LGBT?

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Como  é ser LGBT?

Por Bruno Braga

Ser LGBT é uma das coisas mais perigosas do século 21. Não se sentir seguro em sua própria casa, não se sentir seguro em uma rua escura. Não poder agir como gosta, não poder vestir o que gosta, não poder falar do que gosta. A repressão familiar começa desde a infância e é óbvio se estende para a vida adulta. 

       Não conseguir dizer como se sente para os seus pais, ter medo da reação deles, as perguntas mais marcantes são: “E se eles não me amarem mais” “E se eles ficarem bravos, desapontados, decepcionado, envergonhados ao saber quem eu sou, eles vão ficar bravos comigo porque eu sou quem sou? Essas perguntas são as que eu faço para mim mesmo toda vez que penso em me assumir bissexual.

       Eu sou um menino bom, inteligente, carinhoso, estudioso, nunca dei trabalho, mas a partir do momento que eu comecei pensar por conta própria e não segui as expectativas inalcançáveis deles, eles começaram a me tratar mal. Me desculpa pai se eu não gosto de futebol, se eu não falo de mulher o tempo inteiro, se eu tenho o meu próprio gosto musical, se eu quero seguir minha própria vida e não ser sua sombra.

      Eu me descobri bissexual na infância, a partir do momento que eu descobri que estava tudo bem, que não tinha nada de errado comigo, eu comecei a ver a vida com outra perpecstiva. Parei de me importar com a opinião alheia, decidi seguir meu caminho, parei de me importar quando pensam que sou gay, para mim isso nem é uma ofensa. Os outros vão falar negativamente de você de qualquer forma, que você viva sua vida do jeito que quiser pelo menos.

      Podemos até aceitar os outros do jeito que eles são, mas nós devemos estar em constante melhoria. Ser Bi não é algo negativo para mim, todo o preconceito que eu sofro por isso é mais do que negativo e desgastante. As pessoas que mais nos reprime são a própria família que deveria nos amar, nos aceitar e principalmente nos apoiar, mas isso nem sempre acontece. 

     Sinto muito desapontar, ser a ovelha afastada da família, ser a pessoa que não irão convidar para festa, até porque: “Meu Deus, o que as crianças vão pensar” As crianças eu não sei, mas acredito que o preconceito está na cabeça dos pais delas. Muito se fala no certo e errado, mas tampouco sobre o amor, a esperança, a união, a solidariedade, o respeito, a igualdade e equidade. Pode até ir na igreja de domingo a domingo, mas ao caminnho do templo muitos ignoram os necessitados, julgam as pessoas, maltrata os animais, mas é claro, os LGBT irão para o inferno, mas você que não segue nenhum mandamento de Deus irá para o céu só por ser hétero? Lembre-se: O amor vencerá o ódio, Iremos vencer, seremos melhores, nos apoiaremos, venceremos o ódio, pois nossa arma é o amor e o amor vence todas as barreiras. O amor reconstrói, o amor cura, o beijo do amor verdadeiro é a chave para todos os problemas, pena que isso ficou preso somente aos desenhos animados, mas deveria estar no coração de todos.

      Com o amor, eu vencerei todo o ódio que eu sofri, eu sei disso. Respondendo a pergunta do título: Ser LGBT mudou minha vida, entender e me aceitar melhorou tudo. Ser LGBT é entender as coisas e aceitá-las do jeito que elas são. É descobrir maneiras de se apoiar mesmo com o mundo contra você, é sobre você ser forte desde a infância. É suportar todo o medo, angústia, ansiedade, preconceito, repressão e bullying. É sobre vencer os obstáculos, perder o medo e ser feliz. O que adianta viver uma vida fingindo ser uma pessoa que não é? Os outros não são mais importantes que nós! 

    Eu só queria me sentir amado, amado pela minha família, pelos meus pais, irmãos, amigos… Eu me sinto diferente, desigual, sinto que eu sou um monstro da colina e todos me odeiam. Sinto que cada dia fico mais velho, mas nunca mais sábio. Mas lá no fundo, eu possuio duas bases muito importantes e que sei que vou ser um bissexual com orgulho e vou me sentir muito amado um dia. Aliás, as bases são: Deus e eu. 

    Ser bissexual é escutar coisas do tipo: “É só uma fase” “ Mas, você prefere homem ou mulher” “Porque não se assume gay logo?” “Me desculpa, mas eu só fico com homem de verdade” Enfim coisas que me magoam muito. Ser bi é entrar em um Bipanic e ficar desesperado para saber quem é mais bonito. É sobre ficar na dúvida se aquele menino gosta de você ou melhor primeiro descobrir se ele também gosta de meninos, depois pensamos em um menino específico. A bissexualidade é uma sexualidade muito comum entre os indivíduos, mas muitas vezes muito desrespeitada. 

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